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O livro - Narrativas: da Televisão às Novas Linguagens e Negócios - reúne discussões resultantes do 1º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies, realizado em outubro de 2018 pela Ria Editorial e pelo GENEM – Grupo de Estudos sobre a Nova Ecologia dos Meios. A obra está disponível para download e leitura online grátis pelo site www.riaeditorial.com. No capítulo - Processos de Telerrecriação na Ficção Seriada Brasileira -, Coca traz à tona os alicerces teóricos da noção de telerrecriação, um modo crítico e criativo de pensar e produzir televisão, proposição em que entrelaça conceitos da Semiótica da Cultura, especialmente as explosões culturais, aliados às reflexões de transcriação de Haroldo de Campos (2013) e Sentido Obtuso de Roland Barthes (2009). Nesse capítulo, a tessitura é eminentemente teórico-reflexiva e revela menos exemplos empíricos como é comum em suas articulações, apontando um lado mais maduro e densamente teórico, como vêm sinalizando suas produções recentes, depois do término do seu doutorado, no fim de 2017.

COCA, Adriana P. Processos de Telerrecriação na Ficção Seriada Brasileira. In: GOSCIOLA, Vicente; SESEÑO, Ana; SUING, Abel; CONTRERAS, Felix; KNEIPP, Valquiria (orgs.). Narrativas: da Televisão às Novas Linguagens e Negócios. Aveiro, Ria Editorial, 2018.

 

 

 

Um livro para quem se interessa pelo mundo televisual e seus meandros ficcionais, mas é também um livro para quem gosta de explorar saberes.

“De um modo ou de outro, temos que admitir a força dessa mídia que, conforme defende a autora, passou por mudanças na produção e na maneira de consumo que devem ser entendidas como transformações graduais e precisam ser avaliadas para o entendimento do meio. De maneira geral, temos um meio caracterizado por modos convencionais de narrar e construir os seus textos, que opera sobre processos de edição, filmagem, preparação, transmissão e circulação considerando públicos de grande escala e, portanto, uma linguagem muito uniforme.

Não se pode defender, contudo, que a TV não passe por inovações de linguagem – as inovações técnicas são mais óbvias, é claro. Com cuidado e atenção é possível observar como se processam as novas experiências televisuais de emissão aberta em termos de formatos, códigos e linguagens. A aparente incoerência entre permanência e novidade se dissolve quando as emissoras percebem a necessidade de atualizar-se e revigorar-se para manter e alcançar maior audiência. Deste modo, os processos graduais de transformação televisual as vezes são interrompidos por rupturas de sentido mais drásticas impondo a necessidade de reavaliar os formatos, os códigos e a própria linguagem do meio.

Esse cenário leva a duas considerações pelo menos: por um lado as recriações na teleficção podem ser revigorantes e estimulantes, mas por outro lado nem sempre são bem aceitas pelo público.


O pressuposto do estudo é de que há uma desconstrução dos modos tradicionais de contar histórias de ficção seriada na televisão brasileira, no que tange aos formatos estéticos e aos percursos narrativos. O livro vem evocar justamente uma reflexão sobre as rupturas de sentidos mais drásticas que ocorrem na programação da TV – especialmente na ficção seriada da TV Globo – que configuram o que a autora chama de telerrecriação. Ela observa que é preciso ter cuidado para identificar os textos televisuais que apresentam as faces da telerrecriação e que efetivamente propõem novas leituras ou quando são somente um esforço para ser ‘diferente’.


É preciso apontar também que não se trata apenas de um trabalho de pesquisa transformado em livro, a autora tem um cuidado especial com seus leitores, conduzindo-os, orientando-os nos direcionamentos do seu texto, ilustrando seu pensamento por meio de diagramas e construindo uma escrita acessível que, ao mesmo tempo, exige refinamento do leitor. Os títulos que tecem o sumário, de um modo criativo, vão se entrelaçando a partir do processo de produção do televisual: no ar, roteiro em criação, pré-produção, produção, em cena, pós-produzindo.


São nove capítulos bem estruturados, começando pelo método empregado, a cartografia, que atravessa toda a obra. O capítulo 3, que trata das estruturalidades da ficção seriada, faz uma recuperação da trajetória do melodrama e do folhetim para conectar-se às linhas diacrônicas da teledramaturgia e, assim, o leitor vai se deparar com muitas das antigas telenovelas da Globo. Por fim, a autora pontua as contribuições da história da arte para as estruturalidades televisuais. No capítulo 4 são pensados os códigos da linguagem audiovisual a partir de três regularidades consideras importantes na ficção seriada: técnicas, espaço-temporais, cenográficas.

Tendo apresentado os pilares teóricos do audiovisual e da televisão – ilustradas por referências a programas, diretores, técnicas usadas, entre outros – chega-se ao capítulo 5. Neste, a trilha segue pela Semiótica da Cultura e seu encontro com o objeto de estudo. Um cruzamento profícuo. A aplicação de todas essas reflexões teóricas em um objeto empírico, consequentemente, é a cereja do bolo. Nos capítulos 6, 7 e 8 – analisa as rupturas de sentido em relação às regularidades apresentadas no capítulo 4. É assim que se formam os platôs da cartografia na obra de Luiz Fernando Carvalho: Platô rupturas de sentido da técnica e os rearranjos do saber-fazer teledramaturgia; Platô rupturas de sentidos da cronotopia: um quebra-cabeças do espaço-tempo; Platô rupturas de sentidos da cenografia: um patchwork de referências.


É por tudo isso que este é um livro para quem se interessa pelo mundo televisual e seus meandros ficcionais, mas é também um livro para quem gosta de explorar saberes”.

Profa. Dra. Nísia Martins do Rosário
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação - PPGCOM
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação - FABICO
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

COCA, A. P.. Cartografias da teledramaturgia brasileira: Entre rupturas de sentidos e processos de telerrecriação. 1. ed. São Paulo: Labrador, 2018. 296 p.

 

 

A reflexão deste capítulo escrito por Coca discorre sobre o processo teórico-metodológico do estudo que teceu uma cartografia da obra do autor e diretor de audiovisual, Luiz Fernando Carvalho. A cartografia orientou toda a pesquisa de sua tese de doutorado: planejamento, procedimentos, organização do material empírico e exposição dos resultados. Rosário (2016) define a cartografia na comunicação como um caminho metodológico que traça um mapa inacabado do objeto de estudo, a partir do olhar vigilante aliado às percepções e observações do pesquisador-cartógrafo, que são únicas. Foi assim que procedeu Coca, que traz seu relato, assim como os pressupostos dessa perspectiva teórica neste texto.

Coca, Adriana P. Uma cartografia da obra televisual de Luiz Fernando Carvalho: o processo teórico-metodológico deste mapa desdobrável. In: Maria Imacolata Vassallo de Lopes; Nelson Ribeiro; Gisela G. S. Castro; Catarina Duff Burnay. (Org.). Comunicação, Diversidade e Tolerância XV Congresso Ibero-americano de Comunicação IBERCOM 2017. 1ed.São Paulo / Lisboa: ECA - USP / FCH-UCP, 2018, v. , p. 4624-4643.

 

 

 

 

“Como estudar produtos derivados de processos de adaptação sem remeter à especificidade de cada linguagem e ao ressentimento próprio da retórica vazia da perda do sentido original no adaptado?  Este livro responde a essa questão de duas formas. A primeira diz respeito à crítica à visão tradicional dos estudos de adaptação. A retórica da fidelidade impõe ao analista uma visão extremamente reduzida, buscando averiguar se a adaptação cumpriu a sua função: a transposição e nunca a transcriação.  A autora observa que, sob esse viés, é impossível reconhecer que as diferentes materialidades e sistemas semióticos das formas artísticas e midiáticas são ativas, limitam e possibilitam processos de produção de significação. A segunda resposta – ainda mais interessante – corresponde ao fato de que este não é um estudo de adaptação. Mais do que comparar Capitu a Dom Casmurro, este livro examina o resultado das fricções e dos contágios entre as diferentes linguagens artísticas e matrizes culturais existentes no produto televisivo em questão.” Comentário do Prof. Dr. Igor Sacramento (UFRJ/ Fiocruz).

COCA, Adriana Pierre. Tecendo rupturas – o processo da recriação televisual de Dom Casmurro. 1. ed. Rio de Janeiro: E-papers/Tríbia, 2015. v. 1. 138p.

 

 

 

 

“El libro Publicidad, propaganda y diversidades socioculturales, produto de esfuerzos de investigadores de Brasil y Espana, reune un conjunto de textos que desenvuelven problematizaciones epistemicas, teoricas, metodologicas y empiricas para investigar la construccion de significaciones sobre las diversidades y alteridades socioculturales en la publicidad y propaganda, y en su recepcion. En la tercera y ultima parte del libro - Perspectivas epistémicas, teóricas y metodológicas - En el texto Publicidad, cuerpo, alteridad: perspectiva teórico-metodológica de la semiótica de la cultura,Nisia Martins do Rosario y Adriana Pierre Coca problematizan el cuerpo como un elemento fundamental de la publicidad de la television en relacion con el tema de la alteridad. Analizan el tensionamiento de la alteridad en la publicidade a traves del cuerpo, teniendo en cuenta los modos de articulacion de los lenguajes −del cuerpo y de la publicidad− para el establecimiento de una diversidad constituyente de rupturas, a partir de piezas publicitarias que parecen distanciarse del centro de la semiosfera, y que por lo
tanto son controversiales.

COCA, A. P.; ROSARIO, N. M. . Publicidad, cuerpo, alteridad: perspectiva teórico-metodológica de la semiótica de la cultura. In: Bonin, Jiani Adriana; García, Nicolás Lorite; Maldonado, Efendy. (Org.). Publicidad, propaganda y diversidades socioculturales. 1ª ed. Quito: CENTRO INTERNACIONAL DE ESTUDIOS SUPERIORES DE COMUNICACIÓN PARA AMERICA LATINA (CIESPAL), 2016, v. 6, p. 184-200.

 

 

No livro Século XXI: a publicidade sem fronteiras? a autora Adriana Pierre Coca e o pesquisador Prof. Dr. Alexandre Tadeu dos Santos da Universidade Federal de Goiás refletem sobre as fronteiras da publicidade televisual na era da conexão, seus desafios e processos de criação e produção no conturbado contexto comunicacional da contemporaneidade.

SANTOS, A. T. ; COCA, A. P. . As Fronteiras da Publicidade Televisual na Era da Conexão sob os Pressupostos da Semiótica da Cultura. In: Alexandre Tadeu dos Santos; Eliseu Vieira Machado Júnior. (Org.). Século XXI: a publicidade sem fronteiras?. 1ed. Goiânia: Gráfica UFG, 2016, v. 3, p. 185-215.

 

 

 

 

 

 

O livro Semióticas da Comunicação é resultado das pesquisas elaboradas no ano de 2015 pelo Grupo de Pesquisa em Semiótica e Culturas da Comunicação (GPESC/UFRGS), que tratou mais especificamente de três temas convergentes em seus debates e estudos: arqueologia, genealogia e pesquisa semiótica. O capítulo escrito por Adriana Pierre Coca em parceria com a Profa. Dra. Nísia Martins do Rosário discorre sobre a memória e a criação na teledramaturgia brasileira, em especial, as telenovelas. Partindo de um levantamento de técnicas narrativas enraizadas nas matrizes clássicas de escrever histórias ficcionais para TV, principalmente as características herdadas do melodrama e do folhetim. As autoras buscam entender o papel da memória dos sistemas culturais na composição da ficção seriada de televisão, considerando a cultura como uma memória coletiva por incorporar a historicidade dos sistemas de signos.

ROSARIO, N. M. ; COCA, A. P. . Memória e criação: dinamicidade na ficção seriada televisual. In: Fábio Pezzi Parode; Lizete Dias de Oliveira. (Org.). Semiótica e Culturas da Comunicação. 1ed.São Paulo: Kazuá, 2015, v. 1, p. 170-192.

 

 

Neste livro, a autora reflete sobre a ficção seriada contemporânea: as rupturas de sentidos e a diluição das fronteiras entre as linguagens. A investigação buscou compreender os modos pelos quais a ficção seriada contemporânea apresenta irregularidades e pro­põe novas reconfigurações dos códigos e dos textos audiovisuais na era da convergência das mídias, momento em que é possível vis­lumbrar tensionamentos sobre as semioses, que demandam desabi­tuar o olhar, um olhar que foi moldado por determinados regimes de visibilidade e que hoje é desafiado diante da multiplicidade de formatos e das mudanças nas maneiras de assistir e produzir imagens.

COCA, A. P.. Ficção seriada contemporânea: as rupturas de sentidos e a diluição das fronteiras entre as linguagens. In: Janiclei Mendonça; Marcos H. M. Rodrigues; Rodrigo Oliva. (Org.). Luz, câmera, comunicação: convergências da linguagem cinematográfica nas produções publicitárias e jornalísticas. 1ed.Londrina: Syntagma Editores, 2016, v. , p. 25-41.

 

 

 

O texto - Corpos reconfigurados: cartografia de rupturas de sentidos na mídia - visa problematizar o corpo midiatizado pela perspectiva da Semiótica da Cultura, em especial, pelo conceito de explosão de Iuri Lotman (1999), propondo uma pequena cartografia das suas rupturas de sentidos desses corpos.

ROSARIO, N. M. ; COCA, A. P. ; PEREIRA, M. R. ; SOMARIVA, M. ; SILVA, J. A. SANTOS, F. A. S.. Corpos reconfigurados: cartografia de rupturas de sentidos na mídia. In: José Antônio Ferreira Cirino; Claudomilson Fernandes Braga. (Org.). Tópicos em mídia e cultura. 1ed.Goiânia: Gráfica UFG, 2016, v. , p. 125-158.